Ágatha Bednarczuk começou a praticar o voleibol quando tinha apenas 9 anos. Desde o começo com o apoio dos seus pais, começou na escolinha do professor Kiko, em Paranaguá-PR, no clube AABB. Não demorou muito pra que logo começasse a representar a sua cidade nos Jogos da Juventude do Paraná e nos Jogos Abertos do Paraná. Apesar de ser curitibana, Ágatha considera Paranaguá sua cidade do coração, pois foi criada lá. Jogou pela cidade mais antiga do Paraná de 1992 a 1998. Nestes anos foi Campeã dos Jogos Abertos, Vice-Campeã do Campeonato da Federação 83, Campeã dos Jogos Escolares e foi pela primeira vez convocada para defender seu estado no Campeonato Brasileiro.
Em 1999 deixou Paranaguá, para representar o Clube Banestado em Curitiba. Jogou pelo time até 2000. Representou novamente o seu estado sendo 4ª colocada no Campeonato Brasileiro de Seleções 83, Vice-Campeã no Campeonato Brasileiro de Seleções 82, Campeã dos Jogos Abertos do Paraná, Campeã dos Jogos da Juventude do Paraná, Campeã dos Campeonatos das Federações 83 e 82, Campeã da Copa Sul 82.
Mas a nossa atleta queria ir mais longe. Resolveu que iria treinar em São Paulo. Lá em 2001 jogou pelo Clube Paulistano. Até então a paranaense jogava como atacante, mas neste ano decidiu que gostaria de ser levantadora. E deste modo tão determinada, ela conseguiu ajudar o seu time a ser Campeão do Campeonato Paulista.
Nas suas férias em 2002 começou a brincar de vôlei de praia com a sua amiga Shirley. Gostou tanto que logo começaram a participar de campeonatos pelo Paraná e Brasil. Foi Vice-Campeã do torneio da RPC em Foz do Iguaçu, 4ª colocada nos Jogos Abertos do Paraná. Se animou com o novo esporte e na metade do ano fechou a parceria com a atleta Sueli de Curitiba. Juntas buscaram patrocínio e em Paranaguá conseguiram o apoio da empresa Rodosafra. Somente porque conseguiram este patrocínio, elas puderam viajar para o Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, participando de algumas etapas.
Depois de Sueli, Ágatha jogou com Cíntia, com quem foi Campeã mais uma vez dos Jogos Abertos do Paraná em 2003.
Vendo que pra prosseguir nesta carreira ela precisava treinar em condições reais do vôlei de praia, como por exemplo muito vento, areia fofa, temperaturas mais altas, Ágatha recomeça uma nova parceria com a paraibana Bruna nas praias de Santa Catarina, em Itapema. Lá ainda com o patrocínio da Rodosafra e o apoio do próprio técnico, Danilo, elas conquistam neste um ano de união o Vice-Campeonato dos Jogos Abertos do Paraná, foram Campeãs do Campeonato Catarinense de vôlei de praia, Campeãs do Circuito Paranaense de vôlei de praia, em Curitiba, Maringá e Caiobá. Continuaram a participar do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia.
Novamente em 2004, a curitibana troca de parceria e faz dupla com a paulista Andréa Teixeira, atleta que representou o Brasil nas quadras no Pan Americano em Winnipeg. A parceria durou apenas meio ano, mas mesmo com o pouco tempo elas conquistaram seu primeiro pódio no Circuito Banco do Brasil, em Ipatinga-MG.
Em 2005 tudo mudou. Mudou de cidade, de parceria, de comissão técnica. A parnanguara de coração começou o ano jogando com a medalhista olímpica Sandra Pires. Foi um grande passo na sua carreira profissional, pois a influência de Sandra abriu muitas portas para Ágatha. Neste ano ela mudou-se para o Rio de Janeiro, onde mora até hoje. Começou o ano rankiada no Circuito Banco do Brasil e participou pela primeira vez do Circuito Mundial de Vôlei de Praia.
Para sua alegria e reconhecimento do seu trabalho e de toda a sua comissão técnica, no final de 2005 a Confederação Brasileira de Voleibol premiou a atleta com o título: “Atleta Revelação de 2005”.
Fechando com chave de ouro 2005, Ágatha começou a novo ano numa crescente. Agora com nova parceira, Shaylyn, a dupla de novatas já conquistou três pódiuns neste primeiro semestre de 2006. Um em Curitiba-PR, outro em Porto Alegre-RS e o último em Campo Grande-MS.
Ágatha representa com muito orgulho suas “cidades” e seu estado no Circuito Nacional de Vôlei de Praia e também o seu país no Circuito Mundial. Este é só o começo de uma carreira vitoriosa que a atleta espera encontrar pela frente. Ela faz parte da nova geração do vôlei de praia brasileiro.